Opiniões da imprensa:

“Com o toque refinado do Marcos Paiva Quarteto, Vânia Bastos dá voz com segurança a Gavião calçudo, Rosa e Fala baixinho. (...) A abordagem resulta classuda e jamais trai a obra de Pixinguinha. ” – Mauro Ferreira (site G1/Música)

 

“Os arranjos de Marcos Paiva são de uma delicadeza que, de fato, se encaixam com perfeição com a interpretação aveludada – e versátil – de Vânia Bastos. ” (Adriana del Ré – O Estado de S. Paulo)

 

“O confronto, no bom sentido, voz e contrabaixo em Lamentos (letra de Vinícius de Moraes), já vale o álbum (...) Os músicos são imensamente talentosos, e Vânia Bastos nunca cantou tão bem. Irrepreensível.”– José Teles ( Blog Toques/UOL)

 

 

 

Cantora Vânia Bastos e baixista e arranjador Marcos Paiva se reúnem no álbum ‘Concerto para Pixinguinha’, em homenagem ao grande compositor

 

CD inaugura o selo Conexão Musical, do produtor Fran Carlo, e, além de ‘clássicos’ como ‘Carinhoso’ e 'Rosa', mostra obras menos conhecidas como ‘Samba de Fato’ e ‘Mundo Melhor’

 

 

Surpresa! Foi a reação de Vânia Bastos ao receber, do produtor Fran Carlo, o repertório de ‘Concerto para Pixinguinha’. “Eu nunca tive a oportunidade de me debruçar sobre a obra do mestre e ver toda essa riqueza”, diz a cantora. Opinião semelhante tem o baixista e arranjador Marcos Paiva, que divide o projeto com Vânia: “Fiquei maravilhado com a profundidade das composições e a inventividade dos arranjos, além da performance de Pixinguinha no saxofone. A energia dele, tocando, se compara a dos grandes instrumentistas que transformaram o mundo com sua música, como Miles Davis e John Coltrane, por exemplo”.

 

Início

Só por ter composto ‘Carinhoso’, a música que recebeu a letra ‘meu coração, não sei por que, bate feliz quando te vê’, Pixinguinha (1897-1973) já estaria numa lista dos maiores da música brasileira. Mas, esse carioca que só viveu 75 anos, fez muito mais. É autor de valsas, sambas e choros, entre eles, sucessos como Rosa e Lamentos, que fazem parte da história da MPB. Boa parte desse material está no disco Concerto para Pixinguinha, de Vânia Bastos e Marcos Paiva, que marca também a estreia do selo Conexão Musical, do produtor Fran Carlo. O CD é o resultado de um show em homenagem a Pixinguinha, que vem sendo apresentado em várias capitais do Brasil, desde 2013, quando estreou, marcando os 40 anos da morte do compositor. Da banda participam os músicos Nelton Essi (vibrafone), César Roversi (sopros) e Jônatas Sansão (bateria).

 

Pixinguinha

Compositor, orquestrador, flautista e saxofonista, Pixinguinha, cujo nome verdadeiro é Alfredo da Rocha Viana Filho, além de compor obras que se tornaram ‘clássicos’ da nossa música, fez orquestrações para cinema e teatro, e arranjos para intérpretes famosos da época, como Carmen Miranda, por exemplo. É parceiro de Braguinha, Vinicius de Moraes e Hermínio Bello de Carvalho. Nos anos 1920, fundou o grupo Oito Batutas, que foi o primeiro regional brasileiro a sair do país para uma excursão internacional. Foram para a Europa para passar 30 dias, mas o sucesso foi tanto que ficaram seis meses.

 

 

 

Vânia Bastos

Vânia Bastos, considerada uma das maiores cantoras do Brasil, do time das grandes intérpretes, tem recebido elogios da imprensa e do público, pela impecável afinação e pelo rigor na escolha do repertório, ao longo da carreira. Tornou-se conhecida inicialmente por seu trabalho na banda Sabor de Veneno, de Arrigo Barnabé, com quem gravou discos importantes como Tubarões Voadores (1984). Em seus 30 anos de carreira, lançou mais de uma dezena de discos, alguns dedicados às obras de Tom Jobim, Caetano Veloso e à turma do Clube da Esquina. Três foram lançados no Japão e quatro na Europa. Belas e Feras, seu oitavo disco, voltado às compositoras brasileiras, rendeu-lhe uma temporada de shows, de muito sucesso em todo o país. Seu último trabalho, ‘Na Boca do Lobo’, mostra a obra singular de Edu Lobo.

 

 

 

Marcos Paiva

O baixista, compositor e arranjador Marcos Paiva é paulista e vive em S. Paulo, mas já morou e tocou em Minas Gerais e Rio de Janeiro. Tem um trabalho próprio de música instrumental, com vários discos, entre eles ‘Meu Samba no Prato - Tributo a Edison Machado’ (2012), uma homenagem ao carioca Edison Machado (1934 – 1990), que rendeu críticas positivas na Folha de S. Paulo, O Globo e Rolling Stone, por destacar essa ‘lenda’ da bateria brasileira. Atua ao lado de artistas como Bibi Ferreira e Zizi Possi, além do cubano Fernando Ferrer e da portuguesa Teresa Salgueiro, com quem viajou pela América e Europa.

Marcos Paiva analisa a figura e o trabalho de Pixinguinha: “Ele é tratado popularmente como gênio e tem sua obra sendo revista, além de ser tema de estudos acadêmicos. Tem mais valor hoje, que no final de sua vida. Apesar do grande prestígio, nos anos 1930 e 40, quando o entretenimento começou a ser mais valorizado financeiramente, houve um ‘embranquecimento’ do mercado. E por fatores históricos, de construção de uma identidade nacional, Pixinguinha e sua turma se tornaram a ‘tradição da cultura nacional’, que necessitava se modernizar. O típico deu lugar ao moderno. Eles caíram fora e com o tempo o trabalho foi ficando mais difícil”.

 

Selo Conexão Musical

O selo Conexão Musical marca a entrada no mercado fonográfico do produtor mineiro radicado em S. Paulo, Fran Carlo. Com mais de 25 anos na área da produção de shows musicais, já atuou ao lado de grandes nomes da música brasileira. A empresa é inaugurada em sociedade com o também produtor Petterson Mello.

 

Repertório

No repertório do show, Vânia Bastos interpreta músicas de Pixinguinha como Lamentos e Mundo Melhor (parcerias com Vinícius de Moraes) e Fala Baixinho (dele com Hermínio Belo de Carvalho) e o Marcos Paiva Quarteto apresenta as instrumentais Displicente, Recordações e São Lourenço no Vinho (todas de Pixinguinha, sendo a última em parceria com Benedito Lacerda).